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Tudo pode ficar pior, ou não

Atendendo a pedidos do meu parceiro Hermínio Bello de Carvalho aumentei um pouco o corpo das letras e dei uma mudadinha no lay out. Gutermberg Guarabyra me sugeriu usar a Verdana em tamanho 14. Adorei as sugestões. Vamos ao post da semana. Domingo é sempre um dia que reserva surpresas. Tô eu em casa às voltas com leituras sobre a história do violão, sobre o violão brasileiro em particular, quando o computador me avisa que tenho que levantar para esticar as pernas e beber água. Domingo é dia também, herança suburbana, da televisão ficar ligada na sala falando sozinha. Indo pra cozinha dei de cara com um programa, destes de tarde de domingo, onde a onda era os caras imitando o Neymar dançando o “ai se eu te pego”. Até aí tudo bem, o que fazer, mas aí veio o melhor. Mudaram a música (música?) para um lance de” eu quero tchu, eu quero tcha, eu quero tchu, tcha, tchu, tchu, tcha, tchu, tchu” e por aí vai. Morri de rir. Porque me lembrei da minha juventude, início de carreira, q...
Não tem jeito. Eu também sou tiete do Chico Meu ano de 2011, na maioria dos aspectos, terminou muito bem, mas o mico botafoguense no campeonato brasileiro foi dose e despertou em mim um certo pessimismo em relação ao ano seguinte. Aí 2012 começa com o novo Big Brother, com direito a suspeita de estupro e outras baixarias mais; o maior canal de televisão do Brasil compra os direitos do festival de pancadaria travestido de “esporte formador de caráter”, o UFC; o mesmo canal abre finalmente os braços para o mercado fonográfico religioso,  a música de sucesso nas paradas fica martelando “ai se eu te pego” e três edifícios desmoronam no Centro do Rio de Janeiro causando vitimas. Cheguei até a escrever uma crônica onde eu falava das minhas causas que eu considerava perdidas. Além do Botafogo, falava do direito autoral, da profissão e do mercado de música no Brasil, do racismo e por aí vai. Mas aí desisti de publicar. O pessimismo é um sentimento rejeitado por todos os níveis, ...

Ficou ruim até pro Papai Noel

Minha mensagem de natal deste ano de 2011 vem através de uma histórinha contada pelo meu amigo Carlinhos 7 Cordas, um dos maiores violonistas do Brasil. Me orgulho de muitas coisas da minha carreira de músico, mas por uma tenho um carinho particular. Eu e meu parceiro Nei Lopes fomos os responsáveis pelo Carlinhos 7 Cordas se tornar um músico profissional. É um daqueles péssimos conselhos que se dá, mas que no final dá tudo certo. Carlinhos estava na Marinha numa promissora carreira de fuzileiro naval e volta e meia ele chegava do quartel quando nós estávamos ali na Rua Jorge Rudge em Vila Isabel no pagode “Corre pra sombra”. Era uma roda inventada pelo Nei que começava pela manhã com as mesas colocadas na beira da calçada. O sol vinha vindo e a mesa ia fugindo pra sombra até terminar no fim da tarde embaixo da marquise do botequim do português. Belos momentos vivemos ali onde o Nei apresentou vários de seus sucessos de carreira em primeira mão. Me lembro do Paulinho A...
Nossa homenagem a este dia que a cada ano se consolida como mais uma festa popular brasileira Clique no título para assistir FONTE DE PRAZER (Wilson das Neves e Cláudio Jorge) Samba, universo infinito, meu momento mais bonito quando fico enfeitiçado por você. Samba, você é uma entidade. Fonte para a eternidade, de amizade, de cultura e de prazer. Samba, escola de filosofia, quase sempre me auxilia aos mistérios do mundo decifrar. Samba, é da vida a melhor parte. O meu guia, minha arte pra quando eu preciso cantar. O Samba quando é de verdade nivela por cima, provoca emoção e carrega na rima a dignidade dos seus ancestrais. O Samba transforma o presente e anima a cidade, é a reta mais curta pra felicidade trazendo pra gente o que nada mais traz. No Samba tem tanto preceito que a gente não pode ser indiferente. O corpo sacode não tendo noção da poeira que faz. O Samba me ensina a viver, por ele até posso morrer. ...
Enfim o estado, através de suas polícias municipais, estaduais e federais chegaram a favela da Rocinha no Rio de Janeiro, uma das maiores da América do Sul, dando prosseguimento ao projeto de pacificação das favelas da cidade. Até aí, ótimo. O crime não compensa e a destruição em massa de jovens através do consumo e tráfico de drogas é um dos maiores desastres da modernidade no mundo. Só não vamos imaginar que a humanidade, em qualquer lugar do planeta, vai ficar livre do crime, pois  isso faz parte do ser humano, a possibilidade de ser  criminoso. Pode ser uma questão de índole, do meio onde vive, de oportunidade,  ou das circunstâncias da vida que terminam levando uma pessoa pra onde nunca imaginaram que estariam. É o caso de alguns famosos bandidos que conhecemos ao longo dessa história que começou lá atrás no período da colonização. A associação do ser humano favelado com o crime é uma das maiores covardias de todo este processo que vem se aliar ao preconc...
 Meus amigos que curtem informática sabem que eu sou um macmaníaco . Gosto da beleza, da personalidade e das novidades dos equipamentos da Apple. Mas meu dindin não dá pra ficar atualizando tudo a toda hora, acho até uma covardia a maneira como a Apple comercializa seus produtos. A gente compra uma coisa hoje, que parece resolver todos os nossos problemas e atingir as nossas necessidades, mas seis meses depois eles lançam um aprimoramento que já podia ter vindo na versão anterior. É o caso do Ipad 2. Porque não veio logo com o gravador que já tem no Ipod? Devem estar guardando para as próximas versões que, com certeza, virão com uma máquina fotográfica com resolução melhor, mais leve e etc. Mas tudo isso é pra mostrar uns cartoons que recebi do meu amigo José Augusto Valente. Têm o Steve Jobs como assunto, são muito bons e eu resolvi colocar aqui no blog. Para os que não dominam o inglês, como eu, meu filho Gabriel quebrou meu galho. Divirtam-se.     ...

Centenário Nelson Cavaquinho

Hoje comemora-se o centenário de nascimento de   Nelson Cavaquinho. Tive o prazer de conhecer, tocar com ele e tomar umas também, que ninguém é de ferro. Minha homenagem vai nessa faixa do CD Luz Negra, produzido pelo meu irmão Paulinho Albuquerque, onde a maravilhosa Leny Andrade faz a sua leitura do trabalho do Nelson. Na faixa, Pranto de poeta, de Nelson Cavaquinho e Guilherme de Brito, Gilson Peranzzetta nos pianos teclados e arranjo, eu nos violões, base e solo, Mestre Nico Assumpção no baixo, Téo Lima na bateria e Paulinho Trumpete no flugehorn. Me deu uma tremenda saudade dessa época. De tudo, de todos, do Nelson.   http://soundcloud.com/cl-udio-jorge/pranto-de-poeta