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"No tempo das diligências (Luiz Mendes)

Recebi por e-mail e passo adiante (Cláudio Jorge). Eu já tinha visto esse filme. O mocinho ganha sempre do vilão com o decidido apoio do xerife e sem se preocupar com os coadjuvantes. A repetição dessa história parece concorrer com o “Poderoso Chefão”, vitorioso filme que as emissoras de TV passam duzentas vezes por ano. No Campeonato Carioca do ano passado foi a mesma coisa. O mocinho é, sem dúvida o Flamengo, idolatrado por imensa maioria dos habitantes do rancho, o vilão tem sido ultimamente o Botafogo. O xerife é logicamente o árbitro. A história se repete tanto que aparenta ser um jogo de cartas marcadas. As decisões erradas do xerife já não são olhadas com estranheza, afinal viraram coisas corriqueiras. Por que choraram tanto os componentes do rancho do vilão, o que tem como marca uma bonita estrela branca? Já deviam estar acostumados, pois devem conhecer bem o enredo do filme. Viram quando se enfrentaram o mocinho Flamengo e o coadjuvante Vasc...

Só lamento

Foto: O Globo on line Dando uma de Bebeto de Freitas, a partir de hoje deixo de ser um torcedor de futebol e passo a ser um mero espectador. Quando for adotado nos gramados o que já é feito nas quadras tênis (o tira teima), eu volto a ser o torcedor que sempre fui. Quanto à questão da trave, vou pensar numa solução pra isso também.

O Méier baixa na Lapa e leva o caneco

Ontem, 20 de janeiro de 2008, dia de São Sebastião, padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, foi uma noite realmente especial para nós do Bloco dos Cachaças. Nascido de regados encontros no bairro do Méier, subúrbio carioca, na casa do casal Diniz (Mauro e Claudia), o bloco cresceu e passou a reunir uma galera em deliciosa feijoada domingueira num sitio em Jacarepaguá.. Passeio tipicamente suburbano e familiar, uma onda totalmente Muriqui ou Paquetá, que reúne músicos, jornalistas, sambistas, crianças, e boêmios de um modo geral, uma boa parte embarcados em vans vindas dos quatro cantos da cidade. Ao vencermos na noite de ontem o concurso de marchinhas da Fundição Progresso foi como a confirmação do batismo do Bloco feito por nossos padrinhos Zeca Pagodinho e Marisa Monte. O bloco dos Cachaças, enfim, saúda a imprensa falada, escrita, “blogada”, televisada e pede passagem. Pede passagem para no embalo de sua marchinha, “Volante com cachaça não combina”, engrossar esse cordão que cobra m...

Tentando curar a ressaca do mundo

E é a vida que segue. Ano novo, vida nova, blog novo. A arrumação das gavetas vem vindo desde o final do ano que passou com mudanças na vida profissional e espiritual. A afetiva, graças a Deus, vai bem. A observação da vida e do mundo começa a mudar em mim também com os sessentinha chegando perto. O otimismo já não está tão em alta, mas não é aquele bode existencial que está ficando no lugar, mas sim um sentimento quase suicida de profunda indignação ao não me permitir ser enganado pelas mentiras que todo dia o mundo moderno está vendendo para os menos de quarenta, e ao que parece, eles estão gostando. Problema deles. A vida segue e o mundo muda, mas existem coisas que estão longe de mudar e em algum momento parece que vieram para nunca mais nos deixar, como a ressaca que eu estou agora. Pra ela um banho frio e suco de tomate, missoshiro ou Gatorade, para o ano que chega, um choque de realidade. Exemplos? * Estava vendo um programa estes dias, o SBT Repórter. Puxa vida! Há muito temp...