Pular para o conteúdo principal

UMA RABADA NA VILA DA PENHA





Na última quarta feira posso afirmar que tive um encontro com os Deuses, eu e meu amigo Augusto Martins.
Fomos fazer uma visita a Maiana Baptista e Jane, uma filha, e a outra, viúva de Luiz Carlos da Vila. Estamos armando uma paradinha sobre a obra do Da Vila e era pra ser uma reunião de trabalho.
Acontece que Jane resolveu preparar um almoço para nos receber. Amigo, amiga, você não está entendendo. Quando Jane faz um almoço o mundo para e os Deuses vêm para assistir a cena do preparo na cozinha e o efeito colateral em quem come, igual ao vatapá do Filipe Lima.
Jane cozinha de tudo, mas é especialista na alta gastronomia carioca que eu adoro. Feijoada, tripa a lombeira, fígado, mocotó, macarronada, rabada, entre tantos outros pratos e quitutes onde o seu famoso jiló frito é o seu pièce de résistance, chiquérrimo. Aquilo na realidade é um canapé que tem o jiló como base e quem frequenta a “Feira das Yabás” conhece bem a iguaria.
Voltando ao almoço, Jane preparou pra gente uma rabada, uma não, duas. Ela se deu ao luxo de nos apresentar uma com molho, meio espanholada, e a outra sem molho, com batatas e agrião. Foi dessa última que comi dois pratos, da outra só dois pedaços, não sei como não tombei no sofá depois.
O acompanhamento clássico de arroz, feijão, com direito a pé de porco e polenta, completaram o ritual acompanhado daquelas geladinhas.
Meus amigos e amigas a boa notícia é que esse prazer não é privilégio meu e dos Deuses, está acessível pra qualquer um porque Jane e Maiana fizeram dessa arte um negócio, um negócio de quem adora cozinhar, como eu adoro tocar violão e transformei isso em negócio.
Então minha dica de início de 2020 para aqueles que gostam dessa culinária carioca é essa:
Vai fazer uma festa de família, reunir os amigos em casa, comemorações na tua empresa, o camarim do teu show de samba? Contrata os serviços do “Canto do Jiló”. Depois me conta.
Contato: maianalcv@gmail.com
21 988967873
Fotos de Maiana Batista

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Valeu Zumbi!!!

Valeu Zumbi!!!! Com este grito encerramos na madrugada do dia 20 o show feito em homenagem a Luiz Carlos da Vila promovido pela Prefeitura de Nova Iguaçu. Milhares de pessoas na praça, dezenas de artistas amigos do Luiz, todos cantando e se emocionando, mesmo fora do palco. Tudo do jeito dele, com muita alegria, samba e cerveja gelada. Valeu Zumbi, saudação cunhada pelo Luiz no samba enredo da Vila Isabel de 1988, deve estar sendo gritada muitas vezes por este país afora nestas comemorações do dia da Consciência Negra. Neste momento em que escrevo estou em Mauá, São Paulo para atuar num show de praça, integrando a banda do Martinho da Vila, numa comemoração deste dia de graça. Gostaria de escrever aqui algumas coisas relativas ao assunto. Estou sem tempo, mas não posso deixar passar em branco este dia sem dizer que sou a favor das cotas, que o racismo no Brasil é muito louco por ser um país de miscigenados, que as lutas para acabar com o preconceito e a descriminação não deveriam ser l

O bairro do Cachambi

Praça Orlando Silva no Cachambi Essa crônica foi publicada na edição de ontem, 23 de fevereiro,  do Jornal O Povo. Hoje eu tive tempo para dar um incrementada e publicar aqui no blog. Outro dia, num desses tempos que eu fico em frente ao computador, recebi um email onde estavam relacionados vários bairros cariocas e suas histórias. Fiquei chateado porque na lista não constava o Cachambi, bairro onde eu fui criado e morei até os vinte e oito anos de idade. Aí saí viajando pela internet procurando informações sobre o bairro e encontrei uma pesquisa de estudantes de urbanismo da PUC baseada no bairro do Cachambi. Fiquei todo vaidoso, porque lá fiquei sabendo que, de acordo com o censo de 2033, não sei como está agora, o Cachambi era um bairro com uma população predominantemente jovem, com maioria feminina, com baixo índice de mortalidade infantil, mas com uma alta longevidade em relação à cidade, com uma média de 69 a 72 anos. Fiquei sabendo através dessa pesquisa que a palavra C

Dilema: Como dialogar com a ideia de Deus em tempos de cólera.

“A paciência foi um dom que Deus me deu e com ela a consciência que sem fé não é possível se viver. Confesso que me deixa irritado quando igreja e mercado se aliam pro poder”. Esse é um trecho de um rala-coco/ samba que eu compus a mais de dez anos e que faz parte do meu disco "Amigo de fé". Esses dias li no jornal que ao completar quarenta anos de existência, a Igreja Universal do Reino de Deus tem agora como projeto “investir na classe média”. Quando li isso pensei, os mais pobres já estão “catequizados”. Por conta disso me lembrei de algumas gravações que participei no Estúdio da Universal, ali na Marechal Floriano. Na época ninguém imaginava os métodos que a igreja usaria para captar fiéis e recursos, muito menos que um dos seus seria Prefeito da Cidade do Rio de Janeiro. Achávamos que era só a inclusão da prática musical de forma mais profissional na igreja, como já aconteceu com outras igrejas pelo Brasil afora. Já participei de várias gravações em algumas