24/02/2018

As boas lembranças na música de Zé Carlos Santos




Essa semana tive o prazer de assistir ao show de três amigos que provocou em mim muitas emoções, das boas.
Foi lá no Centro da Música Carioca, espaço pelo qual a classe artística carioca tem muita afeição e eu uma afeição particular.
Foi num daqueles dias com jeitão de dia normal, um temporal pra cair a qualquer momento, mas onde tudo foi acontecendo maravilhosamente bem.
Primeiro encontrei o Augusto Martins na Praça Afonso Pena para dar aquela proseada, molhar as palavras e palavrões por tudo que estamos vivendo no Rio e degustar aquele frango a passarinho, nosso número preferido pelos bares da cidade. Estamos fazendo uma pesquisa pra saber qual o melhor do Rio.
A meta do encontro era ir assistir ao show do violonista e guitarrista Zé Carlos Santos  em homenagem a Noel Rosa e Martinho da Vila.
O show foi lindo. Um show de música, onde Zé Carlos se dedicou a escrever todos os arranjos, nota por nota, com direito a cachos de uvas pelo caminho ( acordes escritos por notas e nāo por cifras) onde ele, o violonista Zepa  e o contrabaixista Jorge Oscar se saíram muito bem.
Show de músico profissional onde se destacavam no cenário as estantes de partituras, as músicas dos compositores da Vila Isabel, os arranjos e sua execução, mas onde Zé Carlos desengomou também um papo bem simpático, na medida.
A música vinda do palco me fez viajar no tempo ao início de minha carreira, quando por diversas vezes fui sub do Zé Carlos e do Helinho Capucci lá na TV Globo.
Viajei no tempo quando por dois anos fui diretor do Centro da Música Carioca e me veio à mente a noite de inauguração da Sala Paulo Moura, ideia do Humberto Araújo, na época meu chefe na Prefeitura. Inesquecível.
A música carioca esteve muito bem representada nessa noite do show do Zé Carlos. Como seria de lei, saideira no Bar da Tia Maria. O bar está lá, Tia Maria não mais. O nome mudou para Bar Três Marias. O pastel estava muito bom e cerveja bem gelada.
Viajei no tempo mais uma vez e me lembrei de uma tarde/noite num daqueles encontros por ali. Roberto Moura, Nei Lopes, Paulinho Pinheiro. Yamandú, Hélio Delmiro, Zé Paulo Becker, Beth Carvalho, Aldir Blanc, Moacyr Luz e tantos outros, inclusive o meu amigo Hugo Sukman que conheci neste dia.
Obrigado Zé Carlos. Pela música, pela performance, pelo repertório, pelos seus parceiros de trio, por você e por ter me proporcionado viajar no tempo dessas boas lembranças.



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