05/03/2017

Prazeres da minha vida. (Cláudio Jorge)

Prazeres da minha vida que acalento com orgulho: 
Meu violão, a musica e as noites no Bar Getúlio.
 
Meus abrigos em tempos de elos perdidos
 
Em tempos de muro e refúgio.
 
Prazeres da minha vida
 
Cartola e o samba canção.
 
Meu parceiro/mestre,
Com carinho esperançou meu coração. 
Prazeres da minha vida
 
Uma letra
 foda do Aldir Blanc, 
A letra e a literatura negra do
 Nei Lopes. 
Festas juninas, fogos, fogueiras,
 balão japonês e rancheiras 
Do disco do Lamartine Babo, lá em Nilópolis.
 
Prazeres da minha vida
 
A forma do prazer nāo importa
Seja conhecendo Kioto ou ouvindo Toninho Horta.
 
O Império campeão e a Portela campeã.
 
A bola pingando na área,
 
A estrela solitária. Ontem, hoje e amanhã.
 
Prazeres da minha vida
 
Ipanema, Posto 9, Barraca do Paulo.
“Sexta Vara” em Botafogo, apuração na casa do Mauro.
São Jorge e do Caboclo, a jurema.
 
"Domingo no Parque", “Pipoca Moderna”,
 
Gilberto Gil e o "Canto da Ema".
 
Prazeres da minha vida
 
Encontrar Renata
 Ahrends. Definitivo. 
O bacalhau do Seu Guilherme em Lisboa, um lenitivo.
 
Um
 Malbec, um Pera Manca,
Não, calma. Pra esse ainda não tive banca. 
O Samba Novo, a Confraria e o Cordão do Boitatá.
 
Comer ostras na beira da praia na Ilha de Itamaracá.
 
Prazeres da minha vida
 
Meu filho, minha mãe, meu pai, meu irmão, minha tia.
 
Cachambi, Paquetá, Salvador, Pedra de Guaratiba.
 
O encontro das águas, "Tia Eulália na chiba".
 
Ficar à toa, melado com farinha, ou inhame.
 
Meu Deus! Como é bom esse tal de Gabriel
 Versiani. 
Prazeres da minha vida
 
Ismael Silva, Martinho,
 Sivuca, 
Luiz Carlos Da Vila, o Colégio Pedro
 II e o jogo de sinuca. 
Bola 7, Jorge Santos, Hélio Delmiro, referências.
 
Sexo, drogas
 and rock and roll, experiências. 
Prazeres da minha vida
 
Boêmia, amizades, às vezes folia.
 
Ah! se eu pudesse a todas eu iria.
 
No passado, no futuro e agora.
 
Prazeres da minha vida
 
Vai ser muito bom ler no Face que o Temer
  fora.


Um comentário:

Leandro disse...

Prazeres da vida, curtir o som do Cláudio Jorge num domingo de sol no apê em Irajá. Só solidariedade humana...