28/07/2013

Papa Francisco e outras cositas mas



 O Rio de Janeiro realmente se tornou o centro do mundo por conta dos eventos que estão acontecendo por aqui e por conta dos que ainda vāo acontecer. Foi a copa das Confederações, sāo os protestos de rua, ao estilo dos que aconteceram na França anos atrás, será a Copa do Mundo de Futebol em 2014 e as Olimpíadas de 2016.
No meio disso tudo, essa semana estamos recebendo o Papa Francisco e a Jornada Mundial da Juventude.
Espero que a presença do Papa Francisco, que me parece uma pessoa muito interessante, que tem tido atitudes muito positivas, franciscanas mesmo, traga muita luz para  mente destes que estão pelas ruas perturbando com violência  as belíssimas manifestações da população buscando condições de vida melhores para toda a sociedade.
Na minha opinião, esses vândalos  estão doentes, dominados pelo ódio, pela agressividade, pelo ato suicida de destruir coisas do bem comum por causa da  incapacidade que elas têm de construírem coisas para si próprios.

Espero que a presença do Papa Francisco jogue uma luz de sanidade na mente daqueles que nāo têm tolerância com as diferenças, de todos níveis, e que têm jogado o povo brasileiro numa perigosa e sofrida conduta de afirmações por conta de insuportáveis discriminações e preconceitos.

Espero, enfim, que o humor do Papa Francisco contagie nossos dirigentes mais carrancudos, nossos policiais mais agressivos, nossos traficantes mais maldosos, para que tenham um pouco mais de compaixão em relação aos seres humanos brasileiros.

Por falar em humor, sempre que vem um Papa ao Brasil me lembro de uma passagem do meu amigo Paulo Albuquerque com o músico Chico Batera.
Músico é o rei das gírias e bom de criar expressões.
Para o meu gosto pessoal a expressāo que mais revela o espírito do músico é atacar, no sentido de início, começo da função ou lugar onde se trabalha. É comum se perguntar:  Você está atacando com quem agora?, querendo saber com que artista o colega está trabalhando
            Pois bem, o Paulinho me contou que ele estava dirigindo uma ocasião um show do Djavan, no mesmo período que o Papa Joāo Paulo II veio ao Brasil. O fato é que ele estava precisando de equipamentos para o show e o cara que tinha os melhores na época era o baterista e percussionista Chico Batera que hoje trabalha com Chico Buarque de Hollanda.
            Foram até ele e tiveram uma surpresa.
            - Não vai dar não, Paulinho. Meu equipamento está todo no Aterro pra missa do Papa.
            - Mas rapaz, a estréia é amanhã você não pode me deixar na mão.
            - Não sei não, compadre, deixa eu ver uma coisa

          Virando-se para o auxiliar Chico desferiu na maior tranquilidade: O fulano, a que horas que o Papa ataca?

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