11/10/2011



Crônica Programa Garimpo especial Chico Anysio

Existem coisas que acontecem quando a gente menos espera, e por conta disso, elas têm um sabor todo especial. Foi o que aconteceu quando meu amigo Quinzinho me perguntou se eu não gostaria de entrevistar o Chico Anysio para o Programa Garimpo.
É lógico, respondi pra ele sem pestanejar. Primeiro porque seria uma oportunidade de eu conhecer um dos meu ídolos desde a infância, segundo pela chance de conversar com Chico Anysio sobre música, sobre o seu lado compositor e que recebe pouco destaque por conta do magnifício sucesso de seu lado ator e seus personagens no rádio e na televisão.
Mas a verdade, como os ouvintes puderam constatar, é que o Chico Anysio é um compositor profissional, com vários sucessos, uma centena de músicas inéditas e ainda compondo, como ele revelou ao final da entrevista.
Quinzinho é irmão de Cacau, meus irmãos de fé, e ambos filhos de da famosa atriz Ema Dávila, amiga e contemporânea de Chico. Quinzinho é seu acessor há cinquenta e oito anos, como Chico confirmou na entrevista e este presente que eles me deram jamais esquecerei.
Ser recebido por um ídolo em sua casa para um almoço com direito a entrevista em seguida, não é para os corações fracos, muito menos para os tímidos como eu, mas o prazer desse encontro me deu a coragem e a calma necessárias para conseguir realizar a entrevista que o ouvinte acabou de ouvir.
Cheguei na casa do Chico e ele ainda estava a caminho vindo de uma gravação na TV Globo. A secretária abriu a porta e fui recebido pelos latidos de uma enorme cadela branca. Entrei, fui colocado à vontade e depois de alguns carinhos de reconhecimento, a cadela sentou-se no chão ao meu lado do sofá e ali ficou, e ali dormiu. Parecíamos velhos conhecidos, ela ali descansando e eu contemplando o horizonte através da varanda.
Senti muita paz naquela casa naqueles momentos de espera. O Chico chegou, o Quinzinho não estava por perto e fomos logo nos apresentando.
Nesse momento me lembrei do primeiro dia em que vi o Pelé. Estávamos no elevador da antiga TV Manchete eu e o meu amigo Elson do Forrogóde, outro fã do Chico Anysio. Quando o elevador parou no andar e abriu a porta dei cara com o Pelé ali parado. Fiquei em estado de choque, sem sair do elevador quando o Pelé esticou a mão e me puxou.
Meu estado choque com o Chico Anysio só acabou quando eu fui embora e entrei no carro e lá fiquei por alguns minutos pensando em tudo.
Me veio à lembrança meu pai, minha mãe e meu irmão. A gente lá no Cachambi e depois de muito sacrifício meu pai chegou em casa com uma televisão “A vóz de Ouro ABC”. Nela eu vi o homem pousar na lua, embora muitos dos meus vizinhos tenham dito na época que era truque dos americanos. Nela eu asisitia religiosamente, todos os domingos, a Escolinha do Professor Raimundo.
Este universo do Chico Anysio formou o meu gosto por um determinado tipo de humor, formou também alguma coisa da minha onda musical já que, desde aquela época, eu era um fã de Dolores Duran e ouvi alguma coisa do Chico gravado por ela. Ouvi muito Trio Irakitan, por conta da miha participação nos Pequenos Cantores da Guanabara e com eles o grupo fez uma participação no cinema.
Desde a infância que sou fã do “Hino ao Músico” parceria do Chico Anysio com o Chocalate, muito por conta da letra do Chico. Sempre adotei essa música como um hino da minha profissão até que um dia eu consegui compor em parceria com o Wilson das Neves o samba Músico Profissional.
Enfim meu caro ouvinte, foi uma mistura de honra, prazer e orgulho de brasileiro que eu tive neste contado com Chico Anysio.
Achei muito bonita a mensagem que ele enviou pelos setenta e cinco anos da Rádio Nacional. Mensagem de quem trabalhou em rádio e mesmo tendo se consagrado na TV Globo, principalmente,  sabe da grandeza e do siginificado da Rádio Nacional do Rio de Janeiro.
É isso. Assista o programa nesta terça feira às 21 horas com reprise na sexta no mesmo horário.
Rádio Nacional 1130 khz e também neste link

4 comentários:

Luiz Antonio, irmão do Claudio disse...

Quando eu crescer quero ser igual ao meu irmão.

Cláudio Jorge disse...

Valeu Luiz Antonio. A recíproca é verdadeira. Precisamos tomar umas. Beijos.

Luiz Antonio, irmão do Claudio disse...

Umas e outras, chego amanhã, quinta-feira no Rio, devo ficar uns quinze dias. Vamos combinar. Tenho uma música nova com uma afinação em sol que aprendi com o Keith Richard (biografia) que vc precisa ouvir.
Beijos

Rosa Maria de Carvalho disse...

Muito bom conhecer o lado "musical" de Chico Anísio, embora predominantemente letrista. Eu não me lembrava mesmo de que ele é o autor de Praça Onze e de tantas músicas. Não sabia que era irmão de Elano de Paula, que nos remete a Elizete Cardoso. E o importante é que continua compondo, inclusive boleros... Vai lançar um CD, não vou perder o lançamento. Incrível como Chico Anísio continua trabalhando e bem. Hoje mesmo vi um filme, Uma professora muito maluquinha, e lá estava ele. Bonita a mensagem com que terminou a entrevista, falando do Programa Garimpo e da Rádio Nacional.
Continue nos proporcionando bons momentos como esses.