18/05/2008

120 ANOS DE LUTA POR IGUALDADE RACIAL

No último dia 13 de maio de 2008 tive o prazer de me apresentar em show na Modern Sound no Rio de Janeiro e lá receber das mãos do Ex Sr. Vereador Eliomar Coelho a Medalha Pedro Ernesto. Algumas coisas que venho fazendo ao longo do tempo na área da música (como músico, compositor, cantor e produtor) e avalizaram para tal homenagem que me deixou bem feliz.
A noite foi muito boa,s com a presença dos meus amigos, parentes e público em geral que foi lá nos assistir. A mim, meu filho Gabriel Versiani, meus parceiros Luiz Carlos da Vila e Mauro Diniz e meu irmão de fé Humberto Araújo.
Aproveito este post para agradecer as inúmeras mensagens que recebi por e-mail me parabenizando pela comenda. Estamos juntos.
Antes de ir para Copacabana me tornar Comendador dei uma olhadinha na internet para saber quem era esse tal de Pedro Ernesto que dá nome a minha medalha.
Ele foi um médico e primeiro prefeito da cidade do Rio de janeiro eleito de forma indireta, mas o que realmente me chamou atenção na biografia dele foi o fato dele ter subido, ainda estudante, os morros cariocas para um trabalho de vacinação e lá ter tido contado com a negrada, com o samba.
Quando se tornou prefeito uma de suas primeiras medidas foi instituir a subvenção para escolas de samba.
Além disso, junto com o professor Anísio Teixeira, Pedro Ernesto promoveu uma reforma na educação do Rio de janeiro, combatendo o elitismo do ensino da época, democratizando a escola pública.
Passei o show inteiro pensando sobre isso enquanto cantava minhas canções em parceria com Nei Lopes que cutucam a história da democracia racial no Brasil.
Pedro Ernesto pode ter sido um dos primeiros a implementar ações afirmativas, tais como essa das cotas que uma rapaziada está colocando em xeque.
Muita gente sabe que eu sou um defensor delas como ato de emergência que pode perfeitamente não ser mais necessária no futuro.
Não concordo com o argumento daqueles que afirmam que ao invés de cotas tem que haver a melhora do ensino público. As duas coisas devem acontecer juntas, inclusive porque quando Leonel Brizola quis melhorar o ensino público com os CIEPS, pensando num ensino que mantivesse a criança a maior parte do dia dentro da escola em diversas atividades estudantis, esportivas e culturais e com um rango legal, muita gente boa foi contra dizendo que aquilo era escola de luxo para pobres. Agora estão aí os CIEPS entregues a próprias sorte.
Por isso quero convidar aqueles que são a favor das cotas para negros pobres nas universidades a irem ao endereço www.manifestopelascotas.net para lerem o texto “120 ANOS DE LUTA POR IGUALDADE RACIAL MANIFESTO EM DEFESA DA JUSTIÇA E CONSTITUCIONALIDADE DAS COTAS” e lá assinarem a sua adesão ao movimento.
Como leitura complementar sugiro o último número do jornal Le Monde Diplomatic. Dois textos ótimos lado a lado. Um do Gilberto Gil e outro do Nei Lopes.
Um abraço.

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