Pular para o conteúdo principal

Plinplin



Que me desculpem os meus amigos que trabalham na casa e lá desempenham atividades maravilhosas, mas a nossa história com a TV Globo realmente é meio aquela onda daquelas coisas que a gente acusa ou defende, não tem meio termo. O poder no Brasil do grupo Globo envolvendo TVs, jornais, revistas, filmes, marcas e etc. é inconfundível, inadmissível, impossível de se acreditar quando se pensa em democracia. A nebulosa história da sua fundação, suas ligações com a ditadura, suas questões fiscais, sāo alguns dos pontos que só engrossam o caldo de incertezas.
Além do mais, não há concorrência a altura e ela tem poder suficiente para colocar ou tirar coisas do lugar.
Ultimamente andei tão cansado do noticiário global que resolvi dar um tempo e assistir aos programas abaixo do canal 19 da NET. Ufa! Que alívio. Variedade de assuntos, mais papos sobre cultura, informações de real utilidade para a população, tudo bem diferente do tom pessimista e catastrófico que domina as notícias dos jornais da Globo.
No noticiário global ninguém no Brasil está fazendo algo de bom, só tem notícia ruim e o governo brasileiro erra em todas, não acerta uma, além dos nossos dirigentes eleitos democraticamente pelo povo não merecerem um mínimo de respeito por parte dos comentaristas políticos. Criticar é uma coisa, debochar é outra. Mas tudo bem, viva a democracia.
A que se dizer que a Bandeirantes também não fica longe deste quadro.
Vejo tudo isso com muita tristeza. Tudo isso cria um estado psicológico muito ruim na populaçāo, a meu ver. O último que resolveu encarar essa realidade levou o maior sacode, que foi o Leonel Brizola. Qualquer um que se atrever  a encarar o gigante será massacrado.
Falo isso como espectador compulsório que gosta de novelas, de alguns especiais, da transmissão de futebol, e que desde o ônibus do condomínio até aos restaurantes da cidade é obrigado a ver e ouvir a TV Globo, primeiro canal que aparecia  quando você ligava a televisão nas TVs de antigamente, fruto de acordo com a indústria de eletrodomésticos.
Lamento muito a Globo ter abandonado a música brasileira como um todo para se concentrar no que há de mais comercial e ruim feito no Brasil. (Cansei de ser politicamente correto nessa área. Existe diferença entre música boa e música ruim sim).
Eu sei que eventualmente alguma coisa rola aqui e ali, mas é diluído, e pra se ouvir alguma coisa temos que garimpar nos outros canais. Sei que se eu sintonizar o canal de música da NET também vai ter para todo o gosto e estilo. Não adianta. O que fica, o que marca, é o que toca na novela, o que toca no Faustão, no Caldeirão do Huck,  na Xuxa e etc..
"Existe vida inteligente abaixo do canal 19", já me disse uma vez meu saudoso irmāo Paulinho Albuquerque. Existe vida inteligente no Brasil que não aparece no Fantástico ou no Jornal Nacional, assim como existe muito ação positiva, solidária, ecumênica, ecológica, alegre, feliz, acontecendo no Brasil de norte a sul e que não interessa a Globo promover, divulgar. Puxa! Isso faria um bem tāo grande a nossa saúde, física e mental...
Todas as notícias ruins do planeta encontram caminho aberto e conforto nos jornais da Globo. As boas dificilmente entram, nem com crachá.
Por falar em boas notícias, as relações trabalhistas do Sistema  Globo com seus funcionários é impecável, sempre ouvi excelentes depoimentos a favor.
Mas a propósito do mundo que não aparece na Globo, dê uma olhada no link.

Plinplin.





Comentários

Theo disse…
É isso aí Claudio!
Cláudia Versiani disse…
Concordo. Regulação da mídia já!
Este comentário foi removido pelo autor.
Este comentário foi removido pelo autor.
Claudio jorge, venho, a tempos, tentando descobrir se uma tal música cujo trecho é" hoje eu sonhei com você, ....na praça da alegria foguete pipoca a felicidade há de tocar nossa porta...", dos anos 80. Você reconhece esses trechos? Estou obcecado por achar a tal música. Abraços, Sérgio (cobranorato@hotmail.com)

Postagens mais visitadas deste blog

DIA INTERNACIONAL DA MINHA MULHER RENATA AHRENDS

Hoje, numa atitude totalmente “machista”, não irei comemorar o Dia Internacional da Mulher, mas sim o Dia Internacional da Minha Mulher, com todas as contradições, direitos e preconceitos que a expressão “minha” possa ter. Como disse Toninho Geraes de forma tāo original na voz do Martinho da Vila, “já tive mulheres de todas as cores, de várias idades, de muitos amores”, mas o meu último e definitivo casamento realmente me faz muito feliz. Felicidade é uma palavra altamente comprometida no Brasil e no mundo de hoje, mas com o olhar certo e uma pequena dose de alienação, a gente consegue enxergá-la, plena, vibrante, reluzente, como pepita de ouro quando aparece brilhando no balaio do garimpeiro. Minha pepita mulher, Renata Ahrends, foi escolhida pelos Orixás para que ela me escolhesse como namorado. A mulher é sempre quem escolhe. De namorado, viramos marido e mulher, viramos amigos, viramos cúmplices, e como escrevi no samba, “hoje somos dois e quase sempre somos um”. A...

Oscar Niemeyer

Igual ao meu Botafogo, Oscar Niemeyer foi um campe ã o desde 1907,  ano em que nasceu. Nasceu aqui nas Laranjeiras, em boa fam í lia. Jogou no juvenil Fluminense, foi bo ê mio, tocava cavaquinho, n ã o acreditava em Deus, tornou-se comunista e um dos maiores arquitetos de todos os tempos. Os jornais e televis õ es est ã o ressaltando as obras que projetou para v á rios lugares do planeta. Falam de projetos que n ã o conseguiu ver em p é , como o Museu Pel é , e chamam a aten çã o pela sua prefer ê ncia pelas curvas, em detrimento dos â ngulos retos, muito por conta de sua inspira çã o nas curvas femininas. Em uma das muitas chamadas na televis ã o ouvi ele sintetizar a vida numa ú nica palavra: solidariedade. Quando o Oscar (como o Chico Buarque se referiu a ele, anunciando sua presen ç a na plateia no mais recente show do cantor no Vivo Rio) nasceu, a aboli çã o da escravatura no Brasil havia sido assinada h á apenas 19 anos. A sensa çã o deve ser...